Inteligência emocional na escola é a capacidade de reconhecer, compreender e gerir as emoções próprias e as dos outros – Elijonas Maia para CNN.
Uma pesquisa global realizada entre 2022 e 2023, divulgada nesta semana pelo Center for Education, dos Estados Unidos, revelou o desejo dessa matéria no ambiente educacional para crianças e adolescentes.
O estudo cita “Seis lições globais sobre como o engajamento familiar, escolar e comunitário pode transformar a educação”.
Ao todo, 16 países participaram do estudo: Brasil, Austrália, Bangladesh, Gana, Hungria, Cazaquistão, Quênia, Serra Leoa, África do Sul, Holanda, Colômbia, Índia, Tanzânia, Uganda, Inglaterra e Estados Unidos.
Com a participação de 9.473 famílias, 2.726 educadores e 9.963 estudantes, a pesquisa apontou a urgência de uma parceria mais sólida entre família, escola e comunidade. No Brasil, com o apoio da consultoria Vozes da Educação, foram entrevistados 1.001 participantes, entre famílias e educadores do ensino fundamental.
No Brasil, ficou constatado que 53% das famílias acreditam que o papel das escolas é preparar os estudantes para o ensino superior. No entanto, 61% valorizam a aprendizagem socioemocional no ambiente escolar
A inteligência emocional na escola é a capacidade de reconhecer, compreender e gerir as emoções próprias e as dos outros. É uma habilidade fundamental para o desenvolvimento pessoal e profissional dos alunos.
A pesquisa aponta que no Brasil, quando as famílias são perguntadas sobre o principal objetivo da escola:
- 53,2% das famílias acreditam que é preparar o estudante para o ensino superior;
- 24,4% apontam o desenvolvimento socioemocional;
- 16,6% defendem a formação cidadã;
- 5,8% destacam o desenvolvimento de habilidades para o mercado de trabalho.
Sob o ponto de vista dos educadores:
- 45,2% acreditam que o objetivo é formar cidadãos;
- 37,4% valorizam a formação socioemocional;
- 15,1% priorizam a formação acadêmica;
- 2,3% entendem ser o mercado de trabalho.
E sob o ponto de vista das famílias:
- 61,2% das famílias disseram preferir a aprendizagem socioemocional;
- 30,6% valorizam a educação acadêmica;
- 7,2% preferem uma educação orientada ao mercado de trabalho;
Para Fabiana Sena, especialista em educação, autora de livros didáticos e diretora de rede de ensino particular, o estudo reafirma a importância de uma educação holística e integrada. “Não há mais espaço para separar alta performance acadêmica e educação para a vida. As escolas precisam estar comprometidas com princípios e valores que preparem os estudantes tanto para os desafios do mundo quanto para as relações humanas”, avalia.
A educadora afirma também que levantamentos como esse são importantes para a discussão sobre os caminhos da educação, pois fornecem uma base sólida para entender as demandas e expectativas das famílias e educadores.
Perfil das famílias entrevistadas na pesquisa:
- 17,6% possuem ensino fundamental ou inferior;
- 44,1% completaram o ensino médio;
- 38,3% têm formação pós-ensino médio.
Fontes:
- 61% das famílias preferem escolas com inteligência emocional – CNN Brasil
